O jornal Expresso do Ave é, segundo a candidatura Por Amor às Taipas, o único jornal “isento” de Guimarães. Todos os outros andam a encobrir aquilo que os socialistas querem à força toda que seja verdade.

Torna-se evidente que a noção de imparcialidade de quem personifica a mesma candidatura é deficiente, mas mesmo assim insistem em dar lições sobre como fazer jornalismo. Andam a dar tiros nos pés e não querem que isso seja notícia…



4 Responses to “Verdade daltónica”  

  1. 1 José Maia Freitas

    Paulo,

    Fui novamente ler a noticia publicada no site http://www.poramorastaipas.com e em lado nenhum vejo a indicação que o Expresso do Ave é o “único” Jornal Isento. A tua análise é pobre e tendenciosa logo aí.

    Por outro lado, ao contrário das tuas reportagens, pode ler-se nesta noticia do referido Jornal, na totalidade, o que de importante foi dito pelos intervenientes, na qual destaco a frase do Vereador Domingos Bragança: “na câmara recebo as pessoas enquanto vereador…”. Parece-me a mim esta ser uma frase chave e esclarecedora. O teu artigo no Reflexo foge habilmente a esta declaração tácita e refugia-se na dúvida. Mais uma vez o jornalismo é pobre e tendencioso.

    É verdade também que a cedência de um terreno ao centro social para a construção de um lar de idosos seria em qualquer local uma noticia de destaque…

    Muitas mais coisas poderiam ser ditas neste post que demonstram que o teu jornalismo não tem sido isento.

    Penso que estás a misturar disputas relacionadas com as bandas musicais e o trabalho que realizas no Reflexo. Podias-te pelo menos proteger e assim dar mais credibilidade às reportagens que escreves.

    Repara que já ninguém poderá levar a sério as reportagens que fazes sobre a candidatura do Ricardo quando uns dias antes escreves artigos de opinião no teu blog ou (mais incrivelmente) no próprio jornal reflexo, onde abusas da provocação e por vezes roças o insulto. Tu és o próprio a descredibilizar os teus artigos.

    Existe um autismo notório no que escreves, a escrita é cada vez mais para dentro, para satisfazer o ego, ao invés dos leitores.

    • 2 Paulo Dumas

      Caro José Maia Freitas,

      De facto, no site, não está escrito que é o único, nem é preciso estar. Primeiro, porque é o único recorte de jornal reproduzido e adjectivado de “isento”; segundo porque, logo a seguir, coloca em causa alguns jornais e jornalistas. Não especificando, conclui-se que se refere a todos excepto ao Expresso do Ave. Lamento que a sua inteligência não tenha sido rica o suficiente para fazer por si este raciocínio.

      As reuniões de câmara normalmente têm quatro partes: uma antes da ordem do dia; um período reservado para que o senhor presidente da Câmara Municipal transmita algumas informações relativas à vida do município; o período da agenda; e finalmente, um período para intervenções do público. Há ainda, já depois de terminada a reunião, um briefing com os jornalistas.

      O senhor claramente desconhece o funcionamento destas reuniões nas quais o período em que normalmente existe mais discussão é o de “antes da ordem do dia”. A votação dos pontos da agenda raramente produz qualquer tipo de discussão, muito devido à distribuição partidária dos vereadores. Daí que, muito naturalmente, a descrição noticiosa do que se passa antes da ordem do dia ocupe maior espaço relativamente ao que não tem discussão.

      Não me sinto na obrigação de lhe dar satisfações. No entanto, entendo que estas considerações poderão ser úteis não só para si mas para mais pessoas. Relatar um acontecimento é sempre uma aproximação à realidade, que tem implícita uma margem de erro e por isso algum grau de subjectividade. Admito facilmente que haja quem faça melhor essa aproximação à realidade do que eu – admiro esses profissionais e tomo-os como referência, mantendo-me de consciência tranquila.

      É evidente que o senhor, seguindo uma tendência, é tendencioso. Claramente a sua tendência é divergente da minha, sem que isso me faça aproximar de outra qualquer tendência. Se a sua tendência é francamente má, não faz por si só com que a minha seja extraordinariamente boa. Só assim se explica que considere tudo o que escrevo “tendencioso”.

      Que fique claro: 1) eu nunca pus em causa que o Dr. Ricardo Costa tivesse reunido na Câmara Municipal. Desconhecia com quem – sabe-se agora que foi com o Dr. Domingos Bragança (que apenas o admitiu à segunda investida do vereador Carlos Vasconcelos). Quem levantou a questão não fui eu, embora o pudesse ter feito. Não foi preciso porque alguém o fez antes de mim. Eu limitei-me a descrever a situação; 2) o que eu reprovo é que as vitórias institucionais estejam a ser usadas pelo Dr. Ricardo Costa numa campanha para a sua própria eleição.

      Dir-me-ão que é muito natural. Eu discordo porque julgo que ainda o posso fazer. De resto, até penso ter sido positivo o facto de a candidatura ter precipitado a discussão em torno do Lar de Idosos. Só que a forma como a mesma está a ser conduzida poderá deitar tudo por terra. Da mesma forma que me diz que podia ter escrito um texto de forma diferente, também lhe digo que a candidatura Por Amor Às Taipas poderia ter gerido as situações de forma mais honesta.

      É notório que está muito preocupado com a perda de credibilidade dos meus textos jornalísticos. Eu não estou porque permaneço de consciência tranquila. Se fosse a si preocupava-me antes com a credibilidade da candidatura Por Amor Às Taipas e esperava sinceramente que eu fosse a menor das suas preocupações. É óbvia a diferença do teor dos meus textos de opinião com os outros de cariz jornalístico. Para tendenciosos radicais tal poderá não ser tão óbvio.

      Quanto à questão das “bandas musicais”, não sei com que base de sustentação e a que propósito o sugere. No entanto, apenas me ocorre comentar que se trata de um delírio patético seu. Cruzei-me em várias circunstâncias com o Ricardo e sempre tive e tenho muito gosto nisso.

      Quanto à cultura do meu ego, digamos que faço por manter um certo “egoísmo higiénico”. Não é difícil chegar à conclusão que existem outros egos muito maiores que o meu, sem que disso resulte qualquer tipo de mais valia intelectual para quem o detém, o que é nitidamente um desperdício e um teste exigente à nossa paciência colectiva.

      Saudações.

  2. 3 José Maia Freitas

    Bem, mais uma vez tive que ler em http://www.poramorastaipas.org/noticia28.htm e reparei que diz: “Pena é que alguns meios de comunicação e jornalistas…”. Ora, se o comentário se refere a “alguns meios” logo não se refere a todos, por consequência o Jornal Expresso do Ave também não poderá ser o “único”. Trata-se aqui de um raciocínio básico ao alcance da inteligência menos rica que se possa considerar. De uma inteligência mais rica esperar-se-ia uma conclusão com o mesmo nível de clareza, a menos que se trate de uma análise pobre e tendencioso… Repara que não se está sequer a falar de algo subjectivo…

    Por outro lado eu não estou preocupado com coisa alguma, já sou grande e crescido para conviver pacificamente com opiniões contrárias. O que me custa é ver análises com erros grosseiras como o que refiro no parágrafo anterior, e tenho visto noutras apreciações e reportagens. Custa-me porque por um lado são erros consecutivos que tentam camuflar o trabalho árduo que temos feito no grupo “Por Amor às Taipas” em prol da Vila, e por outro são actos que em nada prestigiam o Jornal Reflexo e a sua credibilidade…

    Se calhar tolo sou eu em andar aqui a tentar debater estas questões de uma forma aberta e sincera.

    Bem, melhores dias virão

    Atentamente

    José Maia Freitas

    • 4 Paulo Dumas

      Caro José Maia Freitas,

      Não o considero de forma alguma “tolo” pelas suas palavras. Aliás até as agradeço. No entanto, não vou alimentar mais este debate e talvez o remeta para uma outra ocasião mais presencial, na qual terei muito gosto em trocar estas e outras impressões consigo.

      Pelas suas palavras concluo que está empenhado em trabalhar em prol da vila e dos taipenses. Talvez devamos concentrar os nossos esforços nisso mesmo. No final de tudo, penso que é isso que interessa: trabalharmos para termos as melhores condições para vivermos juntos no mesmo espaço, apesar de eventuais ideias divergentes que possam surgir. Penso que é desta constante tensão que “o mundo pula e avança”.

      Há tempos um amigo dizia-me que o mundo é grande demais para andarmos em constante conflito uns com os outros. Penso que há alguma razão naquelas palavras.

      O mais que posso esperar do grupo Por Amor Às Taipas é que faça um bom trabalho. Eu, na parte que me toca, tentarei fazer o mesmo dentro das minhas possibilidades e sempre considerando as críticas ou os reparos que fazem ao meu trabalho que, acredite ou não, não tem outro tipo de pretensão a não ser contribuir para o nosso bem comum.

      Cumprimentos.


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