IMAGENS, JORNALISMO, PENSAMENTOS

A revolução não será televisionada

Captura de ecrã 2018-04-27, às 12.08.25

Todos os momentos históricos por que passei desde que sou gente, vi-os através da televisão: a queda do muro de Berlim, o maior alargamento da UE, as guerras no Golfo, o colapso do World Trade Center, as primaveras árabes.

O aperto de mão entre os dois líderes das Coreias foi o primeiro momento considerado histórico (ainda que com muitas interrogações) que vi pela primeira vez através das redes sociais.

Provavelmente, a revolução não será mesmo televisionada.

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CINEMA, EXPRESSÕES, IMAGENS, JORNALISMO, NACIONAL, TERRITÓRIO

Pare. Escute. Olhe. E não esqueça.

Sente-se em Portugal uma certa nostalgia em volta das linhas de caminho de ferro desactivadas. Esse sentimento agudiza-se com estímulos como o do filme “Pare. Escute. Olhe.”, realizado por Jorge Pelicano e lançado há poucas semanas atrás.

Para mim esta nostalgia não tem só a ver com as linhas férreas propriamente ditas. Tem, além disso, a ver com um Portugal que se divide: um cheio e outro vazio; um perto, outro longe; um vivo, outro a definhar. As antigas linhas de caminho-de-ferro têm a delicadeza de, ao longo dos seus ondulados traçados, ligar estas duas realidades.

No fundo, nós sabemos que há um Portugal que está a morrer. Um Portugal de que gostamos muito, que se guarda nas nossas memórias das visitas à casa dos avós, das férias grandes, de viagens inesquecíveis. Mas agora, nós não podemos salvar esse Portugal. Estamos muito ocupados e além disso fica muito longe, apesar das novas estradas que o vão rasgando.

Paulo Pimenta, fotógrafo jornalista premiado do Público fixa neste conjunto de fotografias sobre a Linha do Sabor um pedaço desse Portugal que aos bocadinhos vai desaparecendo. Não do mapa, mas da lembrança. Imagens a preto e branco, como convém, porque os sonhos, dizem, são assim – monocromátricos.

Fotoreportagem de Paulo Pimenta em publico.pt

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EXPRESSÕES, IMAGENS, JORNALISMO

Eyjafjalla

O vulcão que entrou em actividade na Islândia (de nome impronunciável) tem transtornado a vida de milhares de pessoas. Tem sido esse o lado negativo das histórias. Mas um vulcão em erupção é muitas vezes um fenómeno espectacular e que proporciona momentos de grande beleza.

O Público online preparou um slideshow onde se podem ver alguns instantes fotográficos decorrentes da erupção do vulcão. Recomendado pela expressividade deste conjunto notável de imagens.

Fotogaleria Público Online

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GUIMARÃES, JORNALISMO

Television, the drug of a nation

As mesmas televisões que, nos seus jornais, dedicam meia-hora para tentar descrever de que cor são as cuecas do Cristiano Ronaldo ou fazem um directo quando uma formiga é atropelada na segunda circular, não foram capazes de destacar o lançamento da Capital Europeia da Cultura em Guimarães.

Como foi sublinhado na sessão, Guimarães 2012 não é estritamente vimaranense, é acima de tudo uma representação portuguesa na Europa e no mundo. Por isso, esperar um maior destaque não é nenhum tipo de bairrismo exacerbado. É muito mais do que isso.

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CALDAS DAS TAIPAS, JORNALISMO

Verdade daltónica

O jornal Expresso do Ave é, segundo a candidatura Por Amor às Taipas, o único jornal “isento” de Guimarães. Todos os outros andam a encobrir aquilo que os socialistas querem à força toda que seja verdade.

Torna-se evidente que a noção de imparcialidade de quem personifica a mesma candidatura é deficiente, mas mesmo assim insistem em dar lições sobre como fazer jornalismo. Andam a dar tiros nos pés e não querem que isso seja notícia…

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