OPINIÃO, TERRITÓRIO

A floresta tem que arder todos os anos

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Fotografia © João Porfírio / Observador

Parece-me haver em Portugal um certo culto pela comiseração. Os portugueses são pessoas de bom coração, incapazes de virar os olhos ao sofrimento de outras pessoas, muito menos quando se trata dos seus – neste caso seus compatriotas. Também me parece que há quem saiba disto muito bem e entenda que tudo se resolve com campanhas de solidariedade. Desconfio ainda que há interesses ocultos que impedem resolver os problemas que estão na base para que todos os anos se repitam os relatos de desastres associados aos incêndios florestais.

Pelos vistos, o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, também sabe destes interesses ocultos (ele próprio já assumiu isso), que fazem com que recursos e esforços sejam canalizados mais para o combate aos incêndios florestais do que à resolução dos problemas que estão por trás das vagas anuais de incêndios. Parece mesmo que, dê por onde der, a floresta tem mesmo que arder todos os anos.

Todos os anos é a mesma coisa – espera-se por momentos como este que estamos todos a assistir em Pedrógão Grande, para encontrar responsáveis, que muitas vezes tentam fazer omeletes sem ovos. Todos nós já sabemos como é: há logo quem reclame por demissões; há também sempre muita urgência em apontar inquéritos e grupos de trabalho como capazes de resolver coisa alguma. Enquanto não tiver uma boa resposta para o facto de haver voluntários para se combaterem incêndios e não haver voluntários para limpar a floresta, é sinal de que uma espécie de mão invisível anda a tomar conta dos nossos recursos florestais.

Portugal ainda tem uma área florestal considerável, não negligenciável e não despiciente. No entanto, as estruturas de vigilância e de manutenção permanente das florestas foi desmantelada, com o desaparecimento, nomeadamente, dos serviços e dos guardas florestais. Opta-se por gastar o dinheiro no que se chama de prevenção e no combate aos incêndios, em vez de, antes disso, se canalizarem os esforços para a tal correcta gestão da floresta, que todos os anos se defende que deve ser feita.

É um argumento recorrente justificar a falta da limpeza das florestas com a alteração das práticas agropecuárias. No entanto, sabemos hoje que há formas de aproveitamento da biomassa, nomeadamente aproveitamento energético, que poderíam alimentar uma pequena indústria. Evitava-se assim o acumular do mato que cobre as florestas e que, quando seco, é o verdadeiro barril de pólvora pronto a receber uma ignição, seja ela natural ou premeditada. O resto é o que se vê.

Há uns meses, numa sessão de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), na qual estive presente, o Secretário de Estado Jorge Gomes começou por dizer que o objectivo para a época de incêndios que então se preparava era evitar ao máximo a ocorrência de qualquer vítima mortal no combate a incêndios. Na mesma sessão, pediu uma mão mais pesada por parte da GNR no cumprimento na legislação em matéria de prevenção. Na altura em que proferia estas palavras, ainda antes da tão temida Fase Charlie, Jorge Gomes dava conta que, àquela altura, as marcas de número de ocorrências e de área ardida do ano anterior já tinham sido ultrapassadas.

Por também não gostar de ver o sofrimento de outras pessoas em momentos de uma crueldade extrema, por também me comover com o sofrimento de quem ficou sem nada, não me custa nada ajudar no que puder. O que me custa é assistir todos os anos à repetição do mesmo inferno, depois de se considerar estratégico o combate aos incêndios, em vez de se canalizarem melhor os recursos para que os incêndios deixem efetivamente de acontecer com esta violência.

Todos os anos serem gastos 70 milhões de euros no combate a incêndios, mais 30 milhões em acções de prevenção, cuja eficácia é todos os anos posta em causa da forma mais dolorosa para famílias inteiras e para o património florestal. Àqueles 100 milhões ainda há que somar seguramente muito mais do que isso em prejuízos e em perdas patrimoniais irreversíveis, que nenhum fundo de calamidade conseguirá compensar.

Em vez de todos os anos, à entrada do verão, haver um Dispositivo Especial de Combate a Incêndios, devemos ter um Dispositivo Especial de Protecção das Florestas no final de cada inverno. Deveríamos saber exigir que fossem repostas as estruturas de defesa, protecção e vigilância da floresta que sucessivos governos foram extinguindo – os Serviços Florestais; os Guardas Florestais. Que o dinheiro que vemos arder todos os anos seja aplicado efectivamente na defesa da nossa floresta e desta forma, na protecção das pessoas que vivem em áreas florestais.

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CALDAS DAS TAIPAS, OPINIÃO, TERRITÓRIO

Defesa do envolvimento público no projecto urbano do centro de Caldas das Taipas

Uma das imagens virtuais apresentadas pela equipa do projecto de intervenção urbana, da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.

Uma das imagens virtuais apresentadas pela equipa do projecto de intervenção urbana, da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.

Sempre achei uma estupidez não aprender com os erros e repeti-los sistematicamente. Do mesmo modo, entendo ser um desperdício que os bons exemplos e as boas práticas não sejam replicadas em situações diversas àquelas em que tiveram sucesso, para que os sucessos se multipliquem.

Em Portugal, infelizmente, os bons exemplos em matéria de política de urbanismo e de envolvimento e participação pública nas decisões de projecto não são ainda muito numerosos. No entanto, é possível indicar uma série de exemplos, alguns deles muito próximos, dos quais nos poderíamos servir para replicar boas práticas, pelos bons resultados que conseguiram registar.

O ante-projecto para a intervenção urbana no centro da vila de Caldas das Taipas foi apresentado no dia 18 de Março de 2016. O trabalho foi entregue em Julho de 2015 à Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, à mesma equipa que liderou intervenções significativas no centro da cidade de Guimarães – no Toural e na Alameda de S. Dâmaso.

Após a apresentação pública nas Taipas, foi avançado que o projecto estaria concluído em Junho de 2016 e que as obras se iriam iniciar ainda no mesmo ano. Há muito que se fala na necessidade de uma intervenção urbana no centro da vila de Caldas das Taipas (fez vinte anos que António Magalhães, anterior presidente da Câmara Municipal de Guimarães, anunciou que poria as Taipas num “brinquinho”).

As opções de desenho que foram então avançadas não passaram de trivialidades, que qualquer intervenção urbana contemporânea deverá ter em conta, não sendo de esperar que fosse de outra forma. Daí que aquelas opções tenham colhido uma generalizada aprovação.

Desde que a equipa técnica começou a trabalhar, iniciou-se no terreno um trabalho de pesquisa e levantamento, sendo esta prospecção um momento em que se redescobrem muitos aspectos que estavam esquecidos ou até que se desconheciam por completo; em que se revolvem as memórias e as particularidades dos lugares. Momentos como este deveriam ser aproveitados para um maior envolvimento da população local, de uma forma mais abrangente e lata.

O ante-projecto ou projecto-base foi então apresentado publicamente em meados de Março de 2016. Nessa altura, foram tornados públicos alguns conceitos teóricos e alguns elementos que, com base no tal trabalho de campo, deverão servir para fundamentar as opções de projecto e de desenho. As opções de desenho que foram então avançadas não passaram de trivialidades, que qualquer intervenção urbana contemporânea deverá ter em conta, não sendo de esperar que fosse de outra forma. Daí que aquelas opções tenham colhido uma generalizada aprovação.

Desde aqueles esquiços primários, não mais se ouviu falar sobre as opções que estão a ser pensadas e que tipo de intervenção está a ser preparada para o centro do vila das Taipas. É importante lembrar que esta centralidade urbana encerra em si uma forte carga simbólica e afectiva, que a relaciona com a sua história e com a população que a usa e a frui. Houve alguns desafios lançados à população para que houvesse participação, com o envio de sugestões à autarquia ou à equipa técnica.

Mas, de que forma podem as pessoas envolver-se efectivamente quando a tradição de participação pública é tão rara e quando os elementos que deveriam fundamentar eventuais sugestões não estão disponíveis em lado algum? Com todos os meios tecnológicos que temos disponíveis e que poderiam servir para apoiar a construção de opinião formada, é inadmissível que não haja disponível, em qualquer plataforma, qualquer informação para consulta do processo e do andamento do projecto de planeamento urbano.

Haveria várias formas de estimular um maior envolvimento da população nas opções que irão ser tomadas na intervenção. E é aqui que poderíamos recorrer aos tais bons exemplos que comecei por referir no início do texto. Desde logo, o envolvimento público no processo do Toural-Alameda ou então, mais recentemente, toda a operação de envolvimento, na discussão e na comunicação do projecto de Couros, igualmente em Guimarães. Este último exemplo, ajusta-se na perfeição ao caso de Caldas das Taipas e deveria por isso ser replicado. Os resultados de toda a operação poderão ser conhecidos no livro que entretanto foi lançado – “Uma Experiência Singular”, que pode ser consultado neste link.

Além disso, os elementos apresentados na sessão pública de Março de 2016 deveriam estar disponíveis. O andamento do processo poderia estar a ser comunicado fosse através de um website, com envio por e-mail de informações regulares ou através das redes sociais. Deveria ter sido criada uma publicação, à semelhança do que a Câmara Municipal está a fazer com a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. Deveriam organizar-se fóruns sobre temas sectoriais como, por exemplo, de que forma pode o comércio local ser estimulado; de que forma deverá passar a ser encarado o automóvel no ambiente urbano; sobre a História e as estórias do local; sobre a botânica local; sobre outros exemplos de intervenção em espaço público, etc.

Portanto, à questão sobre o que se espera de uma intervenção deste género deveriam acrescentar-se outras, ou seja, que formas de envolvimento e de participação pública poderão ser executadas e que formas de comunicação poderão ser utilizadas. Apenas com comunicação, envolvimento, participação e discussão o projecto final de intervenção conseguirá reproduzir a história do lugar, preservando a sua memória projectando-a para o futuro e, ao mesmo tempo, que a população se consiga rever nas opções que foram tomadas pelos técnicos e validadas pelos políticos.

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CALDAS DAS TAIPAS, GUIMARÃES, OPINIÃO, TERRITÓRIO

Um pequeno passo para o vale do Ave, um grande salto para o Avepark

Há vinte e cinco anos falava-se nas universidades da necessidade da incorporação do conhecimento e da inovação nas empresas. Os exemplos, vindos quase sempre dos países do norte da Europa e dos Estados Unidos da America, apontavam para a necessidade de criação de centros tecnológicos ou parques de ciência e tecnologia.

O parque de ciência e tecnologia, Avepark, foi o culminar de um longo processo, que demorou décadas. Imaginava, na altura em foi inaugurado, que havia todas as condições para ser um sucesso, que ali se instalariam centros de investigação de ponta, muitas empresas de base tecnológica, muita gente a vir de todo o lado, fazendo do Avepark um laboratório vivo, na transmissão do conhecimento, acompanhando o seu processo de desenvolvimento até à sua implementação na prática.

Imaginava também que o sucesso do Acepark seria bom também para a vila das Caldas das Taipas que, por sua vez, deveria saber adaptar-se e tornar-se numa vila vibrante, virada para o futuro, numa complementaridade com o passado, testemunhado pelo reconhecido centro histórico de Guimarães.

O modelo como tinha sido originalmente formulado e como eu o tinha imaginado falhou. O papel do Avepark está hoje muito longe do que era suposto existir, passados estes anos todos depois da sua instalação. Há, no entanto sinais interessantes, que nos mostram de que ainda há vida para o Avepark e que há um novo sentido a dar ao parque de ciência e tecnologia.

Entretanto, no vale do Ave, os anos 1980 tinham trazido a CEE e a última e a pior crise económica e social que a região viveu. Algumas dessas mazelas duram até aos dias de hoje. Muitas empresas, algumas autênticos impérios, faliram. Outras, porventura dotadas de maior resistência ao embate, resistiram, enquanto o têxtil se pulverizava em pequenas confecções de garagem. Algumas cresceram e deram o salto. Uma nova geração, mais preparada e com outros horizontes, lançaram a indústria do Vale do Ave além fronteiras, com um sucesso assinalável, felizmente, em muitos casos.

Mas a crise endémica do país não deixou que o vale do Ave recuperasse e indicadores como o do emprego chegaram a ser os piores do país, com Guimarães em destaque. Entretanto, nos bastidores da crise, as teorias que eram leccionadas nas universidades passavam à prática, nem sempre graças às universidades, que muitas vezes se mantêm ensimesmadas na sua produção científica, mais preocupada nas carreiras académicas do que na transmissão e transferência do conhecimento.

Felizmente, a Universidade do Minho não coube nesta regra e manteve-se na linha da frente no que respeita há ligação com agentes económicos, sociais e culturais da sua região. Os resultados, que nesta área não são tão rápidos como gostaríamos, começam a ser conhecidos.

Nem tudo correu mal, portanto, ao vale do Ave – a uma academia activa e promotora da transmissão do conhecimento e da inovação, juntou-se um tecido industrial, que soube inovar, fosse por meios próprios, fosse por um intercâmbio com centros de desenvolvimento de conhecimento e inovação. A Universidade de Minho é um bom exemplo, mas há outros, como o CITEVE, Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário, em Vila Nova de Famalicão.

Há dias visitei a Riopele, um exemplo de um grande colosso que conseguiu resistir ao embate da abertura dos mercados, primeiro pela CEE, da UE e os seus sucessivos alargamentos e, depois, pela abertura da Organização Mundial do Comércio aos países asiáticos, com todos os impactos conhecidos.

A Riopele soube que, para sobreviver, teria que apostar na inovação e incorporou no seu processo produtivo a componente de investigação e criatividade, instalada num magnífico pavilhão reconvertido num moderno e gigantesco ateliê, onde convivem criadores e investigadores na área da engenharia têxtil, sem dispensar o saber feito pela experiência de colaboradores que tinham dedicado grande parte de sua vida activa àquela empresa.

Este ano lectivo, o concelho de Guimarães passou a contar com mais uma entidade que dará, com certeza, um contributo importante para a região. O IPCA instalou-se no Avepark, em resultado da visão estratégica dos seus dirigentes, em articulação com autarcas e empresários. O IPCA e a sua oferta formativa foi moldada às necessidades demonstradas pelo meio empresarial e estão lá o calçado a mecânica a gestão e sistemas informáticos. Curiosamente, não abriu nenhum curso relacionado com a indústria das cutelarias, o que seria natural dada a presença da proximidade do sector.

O IPCA junta-se assim ao instituto 3Bs, que tem segurado o Avepark por pontas, às incubadoras de empresas tecnológicas ou à Farfetch, um caso de sucesso à escala mundial, na área do comércio online. Quem diria… De repente revisitei tudo aquilo que tinha imaginado tanto para o Avepark, como para a vila das Caldas das Taipas e, naturalmente, para a freguesia de Barco e pensei que talvez ainda seja possível. Nesta medida a instalação do IPCA em Guimarães, pode ser um pequeno passo para o desenvolvimento do Vale do Ave, mas um grande salto para o Avepark.

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TERRITÓRIO

Sobre o planeamento das cidades e do território

aspasThe whole city needs to be considered in context – it’s important to think beyond the edge of an individual site and consider pedestrian, bike and public transport connections. You need to think about making places, not just buildings.

Employ a design team, not just architects, from the start. Landscape should be key in place-making and decision making, as it’s about so much more than choosing plants. Finally, be brave. Good design is not just about problem solving, it’s about having a clear vision of what is right.”
– Joanna van Heyningen, co-chair of the Oxford Design Review Panel.

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soutinho

EXPRESSÕES, TERRITÓRIO

Alcino Soutinho (1930-2013)

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CALDAS DAS TAIPAS, GUIMARÃES, OPINIÃO, TERRITÓRIO

“Coitado de quem precisa…”

Esta é uma expressão que a minha mãe usa muitas vezes. Estes dias, vi-me forçado a encostar o meu automóvel e resolvi fazer a experiência de usar transportes colectivos, nas viagens diárias para o trabalho, desde Caldas das Taipas até Guimarães. Este trajecto é feito diariamente milhares de vezes por pessoas que vivem na vila e trabalham na cidade – a maioria de automóvel, outros de autocarro.

Como há anos que ouço falar no peso ambiental das viagens pendulares, da necessidade de utilizar mais os transportes colectivos e de partilhar os lugares dos automóveis particulares, decidi fazer o exercício. Não demorou muito a perceber que não iria ter sucesso e que depressa teria que desistir.

O preço do bilhete de cada viagem é de 2,20 euros. Fazendo umas contas rápidas, concluí que por este valor faria mais do que uma viagem igual, no conforto do meu carro, que consome, em média, 6,6 litros. Assim, para percorrer os sete quilómetros que separam Taipas de Guimarães o meu carro gasta 0,46L, o que representa um custo de 0,74 euros (com o preço da gasolina sem chumbo 95 a 1,6 euros). Ou seja, o valor que paguei dá quase para fazer três viagens!

Os dias têm estado quentes o ar no interior dos autocarros torna-se irrespirável. Eu não caibo nos bancos, ficando com as pernas entaladas contra o banco da frente. Isto a correr bem, porque já me aconteceu ter que ficar de lado com as pernas no corredor. Concluindo, os autocarros são nada confortáveis, apesar da simpatia do motorista, que não sei se será suficiente para generalizar.

O último autocarro para as Taipas, parte da central de Guimarães às 22.15 horas, ou seja mesmo à hora da minha saída do trabalho. Para o apanhar, terei que pedir para sair uns minutos mais cedo. Quanto à questão dos horários, percebo que a frequência dos autocarros não possa ou não precise ser muita – eles circulam quase sempre vazios. Neste ponto, talvez fosse mais económico e ecológico fazer circular os mini-bus, em vez daqueles “charutos” (que por vezes até são articulados) que andam geralmente vazios.

Ao segundo dia desta minha experiência apanhei o dia de greve. “Coitado de quem precisa” – pensei eu logo. Lá tive de pedir a alguém que me desse uma boleia, tanto para ir como para voltar ao final do dia.

Senti saudades do meu carro e fiquei contente por ainda poder ter um e não ter que andar em transportes colectivos. Há de facto muito a fazer neste sector. Mas, sempre que esta questão se levanta, aparece logo outra a seguir que é: por onde começar? Uma coisa é certa, da maneira que as coisas estão, não conseguirá convencer ninguém a deixar o carro em casa e passar a ir trabalhar de autocarro. Não há argumentos que sustentem essa ideia. Ao terceiro dia desisti da experiência ou arriscava-me a chegar constantemente atrasado ao trabalho.

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DIVULGAÇÃO, TERRITÓRIO

UMinho recebe IV Mostra de Capacidade Científica de Geografia e Planeamento

A Associação dos Estudantes de Geografia e Planeamento da Universidade do Minho (GeoPlaUM) e o Departamento de Geografia organizam esta quarta-feira, dia 13, a IV Mostra de Capacidade Científica, a decorrer no Centro de Formação Pós-Graduada, no campus de Couros, em Guimarães. A iniciativa tem como objetivo divulgar a investigação desenvolvida por alunos desta área, discutir a importância dos geógrafos na sociedade atual e lançar a nova edição da revista da GeoPlanUM.

A sessão de abertura é às 14h e conta com o diretor do Departamento de Geografia, Flávio Nunes, o professor António Bento Gonçalves e a presidente do núcleo de alunos, Catarina Alves. Segue-se a conferência “Do saber adquirido à aplicação no mundo real. Caminhos de um Geógrafo no início do século XXI”, proferida pelo académico da Universidade de Coimbra, Rochette Cordeiro, com a moderação de António Vieira, da UMinho. Pelas 16h será lançada a nova edição da Revista da GeoPlanUM.

O evento inclui ainda a apresentação de vários trabalhos realizados no âmbito dos 1º e 2º ciclos, nomeadamente “A Criminalidade e a Insegurança – influência da Malha Urbana”, por Sara Catarina Silva; “A Floresta portuguesa e o Desenvolvimento”, por Hugo Torrinha; e “Do espaço segregado ao espaço acessível: Plano de adequação do campus de Azurém (Universidade de Guimarães) às pessoas com dificuldade de mobilidade”, por Domingos Fagundes, Ana Ferreira, Cecília Wlinger, Diogo Silva e Fernando Damasco. A moderação deste painel está a cargo do professor Francisco Silva, da UMinho.

[link] www.geoplanum.pt

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