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Sobre os parques de estacionamento

Há uns dias, fui chamado a comentar uma opinião do Francisco Brito, no Facebook, sobre a necessidade de estacionamento na cidade de Guimarães. Isto é o que penso sobre o assunto:

1. Não há falta de estacionamento no centro de Guimarães. Por isso, esse não é para mim um problema.
2. A cidade está rodeada por parques de estacionamento. Por não serem gratuitos não podem deixar de ser considerados como solução.
3. Mesmo que a falta de estacionamento fosse um problema, existem ainda muitas possibilidades, antes de esventrar o centro de uma cidade histórica. Por exemplo, existem naves inteiras de fábricas abandonadas que, com pouco dinheiro, poderiam ser transformados em parques para automóveis. Esta requalificação é uma prática em muitas cidades.
4. Não existem acções dirigidas aos cidadãos que promovam a utilização dos parques de estacionamento existentes, nem há soluções ajustadas às necessidades dos cidadãos, particularmente os que vivem e trabalham no centro da cidade.
5. Não é por causa do estacionamento que as pessoas usam menos o comércio tradicional. As pessoas que visitam esporadicamente a cidade, seja em negócios, seja em lazer, têm onde estacionar os automóveis.
6. A tendência em matéria de planeamento urbano é para aliviar os centros das cidades da presença do automóvel. Tal não significa que o automóvel deva ser banido das cidades. Este meio continua e continuará a ser (mesmo que passe a andar a água) um veículo importante na mobilidade das pessoas.
7. Os processos de industrialização, de suburbanização e a crescente facilidade no acesso ao automóvel promoveram o aparecimento de movimentos pendulares entre as cidades e as zonas residenciais nos interstícios urbanos.
8. Os movimentos pendulares existem em todas as cidades. Faz falta uma solução eficaz para lidar com estes movimentos diários e esse é o problema.
9. A gestão dos transportes públicos em Guimarães é miserável. A falta de soluções de intermodalidade nos transportes colectivos dissuade a sua utilização. As pessoas são obrigadas a trazer o carro para trabalhar.
10. Guimarães, sendo uma grande cidade, é uma cidade pequena. Uma cidade monumental e histórica como Guimarães tem que ter cuidados excepcionais na sua conservação.

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A culpa é uma tia portuguesa, que há-de morrer solteira

Portugal e os de memória curta: “depois de tantos anos, não recordo qualquer convocação exclusivamente sobre o BPN”, diz Constâncio, em resposta a Barroso. Como se Constâncio precisar que Durão Barroso lhe dissesse o que devia fazer, sobre uma matéria da sua responsabilidade.

Se as convocatórias a que alude o presidente da Comissão Europeia e ex-PM aconteceram e se o lobby do sistema financeiro e bancário não tratou já de os branquear, deverão constar nos arquivos do Gabinete do Primeiro-Ministro.

Não servirão estes para ajudar Constâncio a lembrar-se? Não serão suficientes para atestar a irresponsabilidade do ex-administrador do Banco de Portugal, enquanto tal? E não deverá ser responsabilizado por isso e pelo prejuízo que tal acto, ou conjunto de actos, trouxeram a Portugal?

O desfecho disto já o conhecemos de sobeja. Como é hábito, tudo isto ficará pela rama e a culpa continuará solteira. Tanto neste, como noutros casos.

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Dia #1 de 2013

Terça-feira, 1 de Janeiro de 2013
Chegamos ao primeiro dia de 2013. Há um ano atrás iniciava este blog com a ideia de que teria pachorra para escrever aqui todos os dias qualquer coisa. A verdade é que esse objectivo ficou longe de se concretizar, à semelhança de muitas promessas que se fazem por esta altura. Isto aconteceu por dois motivos principais: o primeiro, porventura o mais óbvio, teve a ver com o pouco tempo, com a pouca pachorra e a preguiça; o segundo, relacionado com o carácter pessoal da escrita e dos temas abordados, teve a ver com a impossibilidade de partilhar o que vivia e o que pensava sobre determinado assunto e a determinado momento.

Por este último motivo, tomei uma decisão ao longo do ano passado: suspenderei as publicações neste blog a partir de hoje. Isso não significa que irei deixar de escrever. Continuarei a fazê-lo, como o fiz este último ano, apenas não publicarei imediatamente tudo o que escrevo, esperando que se cumpra um ano. O tempo dá-nos outra perspectiva sobre as coisas e ajuda-nos a percebê-las de uma forma mais imparcial, longe do calor do momento.

Neste último ano que passou tive envolvido em tarefas que me deram um prazer enorme. A publicação do livro comemorativo dos 125 anos dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas, juntamente com os meus camaradas Nené Martinho e Alfredo Oliveira e que nos envolveu profundamente durante alguns meses. Também o envolvimento na programação cultural dos Banhos Velhos foi um marco que muito contribuiu para a minha realização pessoal.

A reactivação dos Delta Works, a minha banda, dará com certeza alguns frutos em 2013. Também um novo desafio, fruto de uma longa gestação, ligado à área da comunicação, num meio que me deixa saudade – a rádio. O projecto “Quinta dos Bonifácios” será lançado já no inicio do ano e espero que ganhe razão de ser efectiva, só conseguida através da sua aceitação e do envolvimento com o público alvo.

Até para o ano.

HOJE
> O presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, anuncia a sua decisão de promulgar o Orçamento do Estado para 2013, mas que o enviará para o Tribunal Constitucional a fim ser analisado.

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Dia #356 de 2012

Domingo, 23 de Dezembro de 2012
Para mim, há um balanço simples que se faz da Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012: os snobes vão continuar pedantes; os parolos vão permanecer parolos; os artistas e criadores mais pobres (alguns deles, pelo menos); os intelectuais ficarão mais confusos e desorientados.

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