Mudar de Vida
Volto ao verbo neste blog depois de mais de um mês de afastamento. Um afastamento forçado, não por causa da Gripe A, mas fruto da adaptação a novos desafios.
Gosto da aventura de, de vez em quando, desligar-me da realidade. Raramente passei os olhos pelos jornais durante o mês que passou. Sabe-me bem fazê-lo de vez em quando, embora nos últimos anos, tal tenha sido impossível. Na retoma, registo a última vergonha nacional com a Face Oculta e o desaparecimento de António Sérgio.
A nível local o incêndio no centro de Guimarães e, nas Caldas das Taipas, o desmoronamento do miolo de mais um prédio no centro da vila – prova de que algo vai mal na gestão urbana do concelho de Guimarães. Uma boa notícia, para mim em particular e penso que também para todos: a abertura da FNAC na cidade.
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Tags: António Sérgio, CALDAS DAS TAIPAS, Face Oculta, FNAC, GUIMARÃES
Foi publicado no dia 22 de Outubro em Diário da República o Regulamento Municipal de Edificação e Urbanização da Câmara Municipal de Guimarães. O documento pode ser consultado e descarregado a partir do site do DR Electrónico.
[site] DR Eletrónico
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Tags: GUIMARÃES, Municipal, Regulamento, Urbanismo
Diante de uma escada rolante e a outra convencional, qual seria a melhor opção para chegar ao destino?
Se sabemos que subir escadas pode ser um óptimo exercício físico capaz de melhorar a saúde. Então, como mudar o comportamento das pessoas para que optem pela escada convencional? Simples: fazer com que isso se torne divertido para elas.
Estocolmo, capital da Suécia, numa iniciativa baptizada de “Teoria do Divertimento”. Por trás da iniciativa está a Volkswagen, com uma acção de marketing que foca no bem estar e educação das pessoas.
Obrigado Carina!
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A Cultura Extraordinária

Centro Cultural Vila Flor © Paulo Dumas
O Forum Guimarães, que decorreu na cidade, no fim-de-semana de 16 e 17 de Outubro, propunha-se trocar ideias acerca de como a Cultura pode contribuir para a transformação e para o desenvolvimento de cidades e regiões. O propósito é claro e decorre do facto de, em 2012, a cidade-berço ostentar o título de Capital Europeia da Cultura.
Dos exemplos passados, de processos que estão a decorrer e outros que ainda estarão, ficou claro que não existe um único modelo ou uma forma clara de fazer as coisas. Nem pode haver. Que similitudes poderão haver entre uma Capital Europeia da Cultura em Istambul (em 2010), uma cidade com 15 milhões de habitantes e outra em Guimarães, um concelho com 160 mil habitantes?
Destacaria três tópicos que foram alvo de discussão. Relativamente ao caso concreto de Guimarães, a discussão rondou muito sobre o modelo de desenvolvimento de todo o processo até 2012. Foi também discutido o pós-2012 e a “ressaca” que será o dia 1 de Janeiro de 2013. O termo foi empregue por Sir Bob Scott a propósito de Liverpool 2008, processo no qual esteve envolvido.
Um terceiro tópico de discussão esteve relacionado com a tensão existente entre a “continuidade” e a “criatividade”, ou seja, entre o tratamento e recuperação da História e do património, materializado nos centros históricos; e o estímulo à inovação criativa, que é em muitos casos condição para o “cosmopolitanismo” das cidades. Ou, como sintetizou José Bastos, director do CC Vila Flor: “a componente criativa de hoje [que] será a tradição de amanhã”.
Paul Scheffer, professor na Universidade de Amesterdão, fez aqui uma exposição eloquente quanto baste e preveniu que um e outro estão sob a ameaça da globalização que tende a normalizar o que é distintivo, pondo em perigo a diversidade cultural característica das cidades e dos lugares.
Quanto ao modelo de desenvolvimento daquilo que será a CEC2012, Guimarães foi desafiada a inovar, criando um modelo capaz de incluir todo o concelho e a região envolvente, recorrendo a “parcerias alargadas”.
Quem primeiro tocou neste ponto sensível foi Jean-Yves Durand, investigador no Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) ao pressagiar o fracasso (failure) de Guimarães 2012 caso as freguesias não sejam envolvidas no processo. Isabel Fernandes, do Museu Alberto Sampaio, corroborou esta ideia.
Também presente na sala estava Álvaro Domingues, o geógrafo que na semana anterior tinha levado o presidente da Câmara de Guimarães aos píncaros ao afirmar no jornal Público que já havia muito quem olhasse para a cidade extraordinária e que era necessário olhar também para a cidade ordinária – este contínuo urbano disperso de limites indefinidos, que se estende ao longo das vias e que é no fundo a cidade onde vive a grande parte da população de Guimarães.
O saudoso arquitecto Fernando Távora costumava dizer que o Centro Histórico de Guimarães era uma pérola embrulhada num saco plástico, referindo-se ao restante território.
A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, Francisca Abreu, quis garantir que esse trabalho de desenvolvimento da Cultura tem sido feito nas freguesias. Mas nós que andamos cá sabemos que o que tem sido feito é muito pouco. Foi a própria que tropeçou nas suas próprias palavras ao querer referir exemplos neste âmbito: não foi capaz de ir além da reabilitação de duas igrejas em Pinheiro e Serzedelo e do tratamento de vários espaços públicos. Falta saber onde está a parte do estímulo à criatividade no meio disto tudo.
Este encontro que decorre numa altura crítica em que se avaliam recursos (materiais e imateriais), serviu para mostrar aos responsáveis autárquicos que a política cultural em Guimarães tem debilidades assinaladas que é preciso corrigir.
Concentrar meios num território tão densamente povoado como o nosso não tem reflexos fora da cidade. Guimarães apostou forte no Centro Cultural Vila Flor e ganhou claramente esse campeonato. Agora, é preciso descer à terra.
Já antes, aquando da apresentação do estudo sobre os públicos do CC Vila Flor se chegou a esta conclusão: a formação de públicos falha em Guimarães. Quem vem ao Vila Flor são os tais “outros” que fala Francisca Abreu e que vêm do Porto, de Braga e de outras cidades. Então e nós?
É ainda curioso perceber que, no mesmo estudo e no grupo relativo dos poucos que frequentam o CC Vila Flor com origem no concelho, há uma grande parte que vai da vila de Caldas das Taipas, o que não deixa de ser sintomático de alguma coisa. Valeria a pena pensar nisto…
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Show da bola não é de borla
Há crise, há crise, mas a candidatura para a organização do Mundial de Futebol por Portugal e Espanha lá vai avançando. Quando se trata de futebol, arranjar dinheiro nunca é problema. Já quando se trata, por exemplo, de construir um aeroporto ou uma linha de comboio de alta velocidade o caso muda de figura.
Temos todos que nos começar a preparar para a eventualidade de ter que pagar mais esta factura, sabendo já à partida que, na hora de distribuir, serão sempre os mesmos a ganhar. Gilberto Madíl já veio de dizer que os jogos em Portugal deverão realizar-se em Lisboa e no Porto. Daí que por estas alturas, seja oportunamente levantada a questão sobre o que aconteceu aquando do Euro 2004, antes que se cavem mais tocas onde enterrar o dinheiro.
O Estádio Mário Duarte, em Aveiro, está com algumas dificuldades em manter-se de pé. Literalmente! Devido às dificuldades na manutenção e sustentação do estádio, há quem defenda que o mesmo estádio deva ser demolido. Pergunta-se se alguma vez deveria ter sido construído.
Isto é que vai uma crise!
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Para o escritor José Saramago, a bíblia é “um manual de maus costumes” e que tudo na bíblia é “absurdo e disparatado”. Mesmo assim, a bíblia vai servindo para que o nosso nobel ganhe mais uns trocos o que, afinal de contas, nem é tão mau como isso. O marketing tem destas coisas…
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Foi publicado em Diário da República o Regulamento Municipal de Taxas e Encargos nas Operações Urbanísticas da Câmara Municipal de Guimarães. Pode ser consultado no site do DR Electrónico.
[link] DR Electrónico
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infografia in Público de 15 de Outubro de 2009
Este é o Mapa da fome no Mundo, no dia em que se assinala o Dia Mundial Contra a Fome. O que podemos nós fazer para mudar isto?
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Circo sem Feras
Meninas e meninos, senhoras e senhoras, bem-vindos ao circo! Era esta frase típica com que o mestre-de-cerimónias iniciava quase sempre o deslumbrante espectáculo do circo.
Uma das notícias dos últimos dias tem sido a publicação, na segunda-feira, de uma Portaria limitando a compra de animais exóticos, decorrente da implementação de uma directiva europeia.
Directamente apanhados foram os circos que, como sabe, sustentam grande parte dos seus números com este tipo de animais.
A arte circense denotava já sinais de uma lenta agonia. Esta será a estocada final que porá em risco a existência desta indústria do espectáculo e de um grande número de artistas que nunca fizeram outra coisa na vida.
A justificação, escreve-se na Portaria, é a “conservação das espécies”, o “bem-estar e a saúde” dos animais e ainda garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos.
Pergunto-me: não haveria outra alternativa? Não será este um atestado de incapacidade ao próprio Estado e às suas entidades fiscalizadoras? Desta forma corta-se logo o mal pela raiz. Então o que dizer das corridas de touros? Onde estão garantidos o “bem-estar e a saúde” desses animais?
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